Vídeos do Seminário Internacional Carlos Nelson Coutinho e a Renovação do Marxismo.

Seminário Internacional Carlos Nelson Coutinho e a Renovação do Marxismo.
O evento aconteceu no Rio de Janeiro, do dia 11 a 13 de novembro de 2013.
(Salão Pedro Calmon, Praia Grande)

Conferência Inaugural
Carlos Nelson Coutinho e a renovação do marxismo - Michael Löwy – Brasil/França. Mediação Prof: Roberto Leher. Obs1.
Link do vídeo: http://youtu.be/KXUTM7YF9L8
  
Mesa redonda 1:
Carlos Nelson Coutinho e a renovação do marxismo no Brasil:
Carlos Nelson e o marxismo brasileiro - Antonio Carlos Mazzeo
Link do vídeo: http://youtu.be/PzcI284z7II
O marxismo de Carlos Nelson Coutinho - Marcelo Braz
Link do vídeo: http://youtu.be/oAMuCbBJobQ
O debate sobre Gramsci no Brasil e o legado de Coutinho - Giovanni Semeraro
Link do vídeo: http://youtu.be/Y7y3qVQpxak

Mesa redonda 2:
Carlos Nelson Coutinho e o Brasil. Mediação: Aguinaldo Fernandes
Carlos Nelson Coutinho: intérprete do Brasil - Virginia Fontes
Link do vídeo: http://youtu.be/Sr7AbSdKF7Y
O “nacional popular” na cultura brasileira - Eduardo Granja Coutinho
Link do vídeo: http://youtu.be/Qc3NDZLc0jM

Mesa redonda 3:
Carlos Nelson Coutinho e o Brasil: a crítica da cultura. Mediação: Henrique Wellen
O lugar de Carlos Nelson na cultura brasileira contemporânea - Celso Frederico
Coutinho e a crítica literária - Ranieri Carli
Link do vídeo: http://youtu.be/2BRT7WH8660
A atualidade de “O estruturalismo e miséria da razão” para a crítica do pós-moderno - Mavi Rodrigues
Link do vídeo: http://youtu.be/8SmTgVOQXHE

Mesa Temática 1:
As ideias de Coutinho e a estratégia da revolução brasileira: ontem e hoje.
Mauro Iasi e Milton Temer
Debatedor: Neuri Rosseto - A contribuição histórica do MST
Coordenação: Luiz Eduardo Motta
Link do vídeo: http://youtu.be/17PRSocsmxM

Mesa Temática 2:
Carlos Nelson Coutinho: influência na Educação e no Serviço Social. Coordenação: Cezar Maranhão
Gaudêncio Frigotto e Ivete Simionato
Debatedores: Marilda Iamamoto e Lucia Neves
Link do vídeo: http://youtu.be/AQQdpyPNfcI

Mesa Temática 3:
A crise mundial, as lutas de classes e o papel dos intelectuais
Marcos Del Roio, Marildo Menegat e Milton Pinheiro
Debatedor: Cristina Bezerra
Coordenação: Representante da turma de Assentados da Reforma Agrária da ESS/UFRJ – Turma Carlos Nelson Coutinho.
Link do vídeo: http://youtu.be/ZbLeVTF8iHA

 Conferência de Encerramento
Jose Paulo Netto e Francisco Louçã - Portugal
Mediação: Luis Acosta
Link do vídeo: http://youtu.be/I4szVT6b1us


Promoção:
NEPEM (Núcleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), ESS/UFRJ - Projeto Integrado de Pesquisa “Sincretismo e Serviço Social”
Apoio:
ESS/UFRJ
PR-4/UFRJ
ESS/Uni-Rio
ADUFRJ
Editora Expressão Popular
Edital de Eventos UFRJ

Comissão Organizadora
Professores:
Coordenação: Marcelo Braz e Mavi Rodrigues
Marcos Botelho; Cezar Maranhão; Henrique Wellen;

Estudantes:
Amanda Murta; Diogo Machado; Mariana Miéres; Pablo Irio; Thays Duarte;Angélica Paixão

Técnico-administrativo: Rodrigo Martins

Obs: infelizmente o vídeo da fala de Guido Liguori se perdeu durante este tempo que levamos para colocar na internet.


"A primeira coisa fundamental para minha formação foi ter descoberto, aos catorze anos, na biblioteca do meu pai, o Manifesto do Partido Comunista e Do socialismo utópico ao socialismo científico. (...) Li o manifesto de um só fôlego (...) e, tão logo terminei a leitura, já era comunista." Carlos Nelson Coutinho

Reflexões sobre trabalho, produção e riqueza.



Participação do professor Mauro Iasi no Seminário Identidade de Classe organizado pela UFRJ.
Segundo o professor Mauro Iasi, a distribuição de renda foi concomitante a uma enorme concentração de renda nos 12 anos de governo do PT. E apresenta dados. “salário mínimo, se consideramos o salário mínimo do Dieese, é próximo de 23,9% do valor que deveria ter. os 10% mais ricos saltaram de 53% para 75,4% da riqueza nacional”.
 Para Iasi aconteceu devido à aliança proposta e operada pelo governo Lula, que criou as condições para a acumulação de capitais. “Acreditou no mito que uma vez se dando essa acumulação a própria riqueza pública como um todo cresce e permite a distribuição de renda. Mas o capital produz riqueza num polo da sociedade ao mesmo tempo que produz miséria noutro polo da sociedade”.
E em sua avaliação esse mito foi o responsável pelo “pacto” firmado pelo PT, que avaliava a necessidade de um novo contrato social para beneficiar a todos, grandes capitalistas, trabalhadores, classe média e a população. “A lógica foi distribuir renda para inserir as pessoas no mercado”
Mas os programas para agir sobre a desigualdade fracassaram. E a ação focalizou em atacar a miséria absoluta com os programas típicos de enfrentamento da questão e cujo resultado foi o benefício maior aos mais ricos. “Pouco dinheiro na mão de muitos. Tirou-se uma considerável fatia da população que vivia na miséria absoluta. Para um programa emergencial, seria louvável. Mas essa política dobrou a renda dos 20% mais pobres e fez que as 15 famílias mais ricas do país tenham mais riqueza do que as 14 milhões de pessoas beneficiadas pelo bolsa família. E isso seguiu no mandato Dilma”.
Iasi sustenta que o resultado da “migalha de distribuição de renda de um lado e a enorme concentração de outro” não é uma novidade diante do modelo de desenvolvimento escolhido. E pra resolver só vê como saída, o rompimento com o capital. “Não há possibilidade de diminuir essas desigualdades, ainda que em momentos conjunturais elas possam formalmente diminuir a miséria absoluta. Portanto, a solução é romper com o capitalista no sentido de uma sociabilidade fundada em outras relações sociais. O que nós queremos mesmo é uma sociedade comunista”.
fonte: jornal do SINTUFRJ.

UFRJ deixa funcionário terceirizado sem receber no Alojamento.




       O avanço na política de privatização nas universidades levou a UFRJ a “descartar” aqueles funcionários que não era tido como finalidade fim da universidade. Nesta lógica não se fez mais concursos para segurança do campus, porteiros, funcionários da limpeza, coopero e tantos outros funções importantes. Expressão deste processo de desmantelamento da universidade entra em cena a figura do terceirizado. Que faz parte das nossas vidas do primeiro dia de graduação até a entrega do diploma.
     No Alojamento alem processo de trabalho terceirizado, os quais muitos estão submetidos, os funcionários que trabalha no “Lanche” estão submetido a precárias condições de trabalho. Neste momento os funcionários da empresa Projebel estão sem receber deste do inicio do mês. Não receberam o ticket refeição e nem o salário previsto para o dia 05 de Dezembro.
    Queremos aqui colocar esta questão para a comunidade universitária. Não é novidade que os terceirizados por varias vezes ficam sem receber e não é novidade as precárias condições de trabalho dos mesmos na UFRJ, em especial no Alojamento da Universidade do Brasil. A reitoria da universidade continua fazendo vista grossa a essas condições e a permanecia desta condições é de inteira responsabilidade da mesma que não faz as devidas exigência para que estas empresas continuem funcionando dentro da universidade. Este é apenas mais um capitulo da rotina da vida dos   terceirizados na UFRJ.
  Magnífico reitor esperamos que use da sua autoridade para minimizar o problema! Exigindo os pagamentos em dias dos terceirizados. Minimizar pois só se resolver o problema fazendo concursos públicos para estas funções.  

Carta a Comunidade Acadêmica

Rio de Janeiro, 29 de maio de 2013.
 

A ASSEMBLEIA DOS MORADORES DA RESIDÊNCIA ESTUDANTIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, a partir das reuniões realizadas nos dias 07, 09 e 14 de maio de 2013, informa através desta carta aberta a comunidade acadêmica o nosso posicionamento a respeito das desisões tomadas pela UFRJ, a respeito da reforma da residência, assim como, pedimos apoio institucional e político, visto a atual conjuntura de forças envolvidas.
Consideramos que a partir da adesão da UFRJ ao Plano de Reestruturação das Universidades Federais, ampliou-se o número de vagas na universidade, contudo, sem ampliar também a estrutura para atender aos novos e benvindos estudantes. A política tocada pela universidade tem sido de transferência de recursos financeiros aos estudantes, quando deve oferecer serviços para contribuir com a nossa permanência na academia.
O Plano Diretor UFRJ 2020 de 05 de novembro de 2009 detalha no tópico 5.11 as metas de utilização dos recursos federais na Universidade prevendo, para 2012, a construção de “1000 unidades residenciais estudantis, todas com subsídio total.” As metas do plano pontuam a construção de seis mil (6.000) unidades residenciais com subsídio total até 2020 (Plano Diretor UFRJ 2020 – p. 43). A construção de novas unidades residenciais para graduação faz parte do corpo de Políticas de Assistência Estudantil de acordo com o Programa Nacional de Assistência Estudantil – PNAES que tem como objetivo: I – democratizar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal; II - minimizar os efeitos das desigualdades sociais e regionais na permanência e conclusão da educação superior; (Decreto nº 7.234/2010, Art. 2o).
Segundo o Decreto nº 7.234 de 19 de julho de 2010, que dispõe sobre o “Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), executado no âmbito do Ministério da Educação, a Assistência Estudantil tem como finalidade ampliar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal” (Art. 1o), através de serviços essenciais como: I) moradia; II) transporte; III) alimentação; (Art. 3o, § 1o), entre outros. Ao especificar os serviços necessários à condição do estudante como sujeito de direito o Decreto nº 7.234/2010 afirma o exercício da cidadania (cláusula pétrea da Constituição de 1988) referente ao Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). Entendemos que a atual política da UFRJ de auxílio emergencial é de desresponsabilização com esta condição.
É de conhecimento público que o alojamento necessita de reformas, devido a degradação ocasionada pela ausência de necessárias manutenções. Reinteramos nosso apoio à reforma e a compreendemos como uma vitória significativa do movimento estudantil. Entretanto, às condições impostas para a realização da mesma são destoantes com o planejamento de moradia estudantil exposto, inclusive por determinação do Ministério Público, assim, não nos contempla, no sentido que retira a nossa segurança de moradia, ao nos oferecer apenas um auxílio financeiro emergencial (pecuniário).
Uma das determinações apresentadas pela SuperEst para a operacionalização da reforma é a remoção de parte dos estudantes para um dos blocos, o que não garante mínimas condições para nosso desenvolvimento acadêmico, pois nos coloca uma série de preocupações a respeito da nossa saúde e segurança. Outra determinação da UFRJ se refere ao auxílio emergencial (pecuniário), para pagamento do aluguel e custeio de todas as outras despesas advindas disso. Deste modo, transfere toda a responsabilidade de garantia da moradia estudantil ao próprio estudante hipossuficiente e vulnerável socialmente, atentando contra sua dignidade humana. Outro fator é que muitos não conseguirão sequer alugar um imóvel, em razão da não adequação as exigências impostas pelas imobiliárias e corretores da cidade do Rio de Janeiro, sem contar a especulação imobiliária presente nos últimos anos e com tendências a piorar com os grandes eventos esportivos que virão; d) alguns estudantes se sentem coagidos a aceitar, pois não querem sofrer com a falta dos serviços básicos, bem como pressões de outra ordem.
Deste modo, consideramos que as duas opções apresentadas não garantem de forma alguma o direito a moradia estudantil e o caráter pedagógico que a mesma deve conter de acordo com as determinações do PNAS. Consideramos que significam a transferência de responsabilidade para os estudantes, descaracterizando assim, o caráter de direito. Diante do exposto reportamo-nos a esta instancia na expectativa de que possa contribuir institucional e políticamente para que, de fato, possamos exercer nossos direitos de moradia e educação como estudantes e cidadãos, garantidos na forma da lei e dos princípios constitucionais. Diante disso, pontuamos algumas de nossas reivindicações:
1) Que a Universidade realize a reforma do atual alojamento e que durante as obras garanta moradia digna para os estudantes, assumindo assim, a responsabilidade e o compromisso pela moradia estudantil, na forma de disponibilização de um prédio adequado (com serviços básicos garantidos, de preferência dentro da Universidade/público), a exemplo do novo prédio que está na fase de finalização de sua construção, localizado dentro da Ilha do Fundão-UFRJ. Cabe ressaltar que a nossa reivindicação é por direito a moradia e não por auxilio moradia emergencial (pecuniário). 
2) A continuidade dos processos de seleção de novos estudantes para este serviço, mesmo durante o andamento das obras, pois entendemos que esta é uma forma de garantir a continuidade desta política de moradia estudantil para os futuros estudantes desta universidade.
3) Que a UFRJ assuma o compromisso da devolução do prédio como serviço de Residência Estudantil Gratuito, tanto para essa como para as futuras gerações após a finalização das obras.
4) Que a Universidade estabeleça um canal direto de comunicação com a Assembléia para dialogar e esclarecer dúvidas que possam surgir diante deste processo, visto o sistema de representação tende a cooptação, bem como pressões de outra ordem. 
Atenciosamente, Assembleia Estudantil dos Moradores da Residência Estudantil

Assinam essa carta:
União da Juventude Comunista - UJC


As demais forças políticas que queira assinar esta carta mande e_mail para alojamentoemluta@yahoo.com.br